Efeméride da Semana IV – Egas Moniz recebe Nobel da Medicina (27 de outubro de 1949)

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Nascido António Caetano de Abreu Freire de Resende, a 29 de novembro de 1874, no seio de uma família aristocrata rural, seu tio paterno e padrinho, o padre Caetano de Pina Resende Abreu e Sá Freire, insistiria para que ao sobrenome fosse acrescentado Egas Moniz, em virtude de a família Resende descender em linha direta de Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques.
Formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, onde começou por ser professor substituto, lecionando anatomia e fisiologia. Em 1911 foi transferido para a recém-criada Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa onde foi ocupar a cátedra de neurologia como professor catedrático.
Em 1950 é fundado, no Hospital Júlio de Matos, o Centro de Estudos Egas Moniz, do qual é presidente. O Centro de Estudos é, em 1957, transferido para o serviço de Neurologia do Hospital de Santa Maria onde existe ainda hoje o Museu Egas Moniz (onde se encontra uma reconstituição do seu gabinete de trabalho com as peças originais, manuscritos vários, etc.).
Egas Moniz contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da medicina ao conseguir pela primeira vez dar visibilidade às artérias do cérebro. A Angiografia Cerebral, que descobriu após longas experiências com raios X, tornou possível localizar neoplasias, aneurismas, hemorragias e outras malformações no cérebro humano e abriu novos caminhos para a cirurgia cerebral.
As suas descobertas clínicas foram reconhecidas pelos grandes neurologistas da sua época.

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António Egas Moniz foi proposto cinco vezes (1928, 1933, 1937, 1944 e 1949) para o Nobel de Fisiologia ou Medicina, sendo galardoado apenas em 1949.
Egas Moniz teve também papel ativo na vida política. Foi fundador do Partido Republicano Centrista e apoiou o breve regime de Sidónio Pais, durante o qual exerceu as funções de Embaixador de Portugal em Madrid (1917) e Ministro dos Negócios Estrangeiros (1918). Foi ainda escritor e autor de uma interessante obra literária, de onde se destacam as obras “A nossa casa” e “Confidências de um investigador científico”. É também autor de um ensaio de crítica literária, “Júlio Dinis e a sua obra” (1924). Egas Moniz também escreveu sobre pintura e reuniu uma notável coleção de pintura naturalista, para além de peças de louça, prata e mobiliário de variada proveniência.

Fontes:
– https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Egas_Moniz
Imagem: Wikipédia

Inês Bragança Alves
(professora do grupo disciplinar 200)

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